Casamento Real e Econômico: Elisa e Rafael (A Festa) - Casando Sem Grana
HISTÓRIAS REAIS

Casamento Real e Econômico: Elisa e Rafael (A Festa)

Conforme prometido ontem, irei mostrar as fotos da festa do casamento da Elisa e do Rafael, de Brasília. Mas não é só isso: Postarei as dicas que os fizeram economizar muito na capital brasileira, famosa por seus preços assustadores no quesito casamento.

Pra fechar eu peço a atenção de vocês para os detalhes simples, porem muito ricos, deste casamento. O foco dos noivos, voltado para as fotografias, fez com que tudo ficasse ainda mais bonito. Mas se você prestar bem atenção, vai ver que este sonho de casamento, pode ser o seu também.

Decoração: esse pode ser um ponto no casamento que se pode gastar m-u-i-t-o ou quase nada! Vai depender só de dois fatores: o seu desapego ou a sua pesquisa incessante por lugares que não precisem ou quase não precisem de muita coisa. Como o fator desapego não está dentro de mim, o que pensei bastante foi no local em que as coisas iam acontecer. A igreja foi pensada pelo noivo muito antes de ficarmos oficialmente noivos. Ela é simplesmente perfeita! Não precisava de nada mesmo! Só ficou super-decorada porque eu já tinha contratado a decoração quando achei que aquele ia ser o único momento do casamento. A igreja sendo fácil de decorar, você pode até pedir praquelas amigas mais prendadas fazerem mini-arranjos nos bancos e até fazer a florzinha que vai na lapela! Pronto, precisa mais de quê se a igreja for bonita? O local da festa… essa é “A” dica que encontrei: tente fazer sua festa em um restaurante.

Local da Recepção: Minha cerimonialista (viu que chique?) desde o começo falou que essa era a solução eu só não encontrava um restaurante que realmente me agradasse. Por que restaurantes saem mais barato?

  1. Eles têm know-how de servir muitas pessoas e bem, além de não precisarem deslocar nada da sua estrutura pro local do evento, então o preço por cabeça costuma sair mais em conta.
  2. Eles não cobram pelo aluguel do lugar.
  3. Eles não cobram por mobiliário e nem as peças de Buffet (pratos, copos, réchauds, etc).
  4. Dependendo do lugar, você não vai precisar gastar nada ou quase nada com decoração.
  5. No meu caso até sobremesa e bebidas alcoólicas já estavam inclusas no buffet!

Resumindo, você economiza em: locação, decoração, buffet e se tiver sorte, até nos docinhos!

Saia dos fornecedores óbvios: Sam, sem sombra de dúvida esse foi o mais importante pro meu orçamento. Mas isso não aconteceu porque eu queria procurar pessoas em começo de carreira pra sair mais barato, definitivamente, não! O que mais me incomodava no começo da minha saga por um casamento que fosse a nossa cara, era que tratavam a minha união com o amor da minha vida como um produto que eu tinha que comprar! E ainda por cima, só levavam em consideração o fator emocional pra poder encarecer o serviço (lembra que você publicou meu depoimento mostrando que os orçamentos conseguiam variar de 50% a 200% quando a palavra “casamento” aparecia no pedido de qualquer fornecedor?). O que eu queria era que meu casamento tivesse cara dos casamentos dos tempos dos nossos pais, que a tia fazia o bolo, a outra coordenava a festa, aquela prima cuidava de você ficar linda, o pai matava o porco. Sabe como!? Claro que guardadas as devidas proporções pros dias de hoje (imagina um leitãozinho com maça na boca na hora do jantar?! Haahahah).

Enfim, daí comecei com a minha cerimonialista. Ela era colega do meu marido, trabalha com ele e tem uma experiência enorme em cerimonial de eventos corporativos e já estava assessorando outros casamentos, só que só de amigos assim. E ela foi p-e-r-f-e-i-t-a! Tanto durante o planejamento (ela não se cansou de procurar todos os orçamentos pra todos os casamentos que eu pensei em fazer) quanto no dia (simplesmente as pessoas acharam que não tinha cerimonial no dia e que tudo tinha dado certo mesmo assim, e o que aconteceu foi justamente o contrário, ela tava lá com a equipe dela de uma forma tão invisível que não dava nem pra sonhar se teve algum problema!). Claro que nós pagamos pelo serviço dela, mas o mais importante é que ela se tornou nossa amiga de verdade nesse processo todo, então tudo ficou com a nossa cara!

Depois a fotografia… Essa aí me parecia um caso sem solução! Eu e o noivo não tínhamos a menor capacidade de sorrir pra um fotógrafo e muito menos ficar não sei quanto tempo na frente da mesa do bolo convidando gentilmente as pessoas pra saírem das suas conversas e das suas cadeiras pra ir lá e ouvir um cara falando: “Digam xis! Aê!!! Agora todo mundo juntinho! Isso, obrigado, próximo…” Bom, na minha saga eterna, comecei a descobrir fotógrafos que estavam entrando agora no mercado e se propunham justamente em não fazer isso. Resumindo a saga, “persegui” uma fotógrafa que não queria fazer casamentos por nada nessa vida até o dia que ela se convenceu que eu trabalhava com métodos muito similares aos do FBI e ela não ia conseguir fugir de mim tão fácil! Hahahahaha… Bom, como todo mundo aqui tá cansado de ouvir, não dá pra economizar em fotografia de jeito maneira! Mas também não dá pra você gastar com um cara só porque ele é o melhor da sua cidade. O “melhor” da cidade pode não ser o melhor fotógrafo na sua cidade, entendeu?

Papelaria… Essa parte foi fácil e prazerosa: nós (os noivos) e um amigo nosso fizemos os convites e tudo o mais que envolvesse papel (que acabou sendo menos coisa do que eu tinha planejado, mas tudo bem). O difícil, mais uma vez, foi encontrar uma gráfica que fizesse a impressão sem cobrar os olhos da cara e sem ter a capacidade de tornar o nosso convite tão bonito e tão bem feito com cara de brega e sem graça. Não ficou exatamente como eu imaginava, mas ok! E além disso, não custa nada ter aquele momento “faça-você-mesma” na hora de passar uma fita. Outra coisa que as noivinhas do CSG sabem é que não dá pra gastar dinheiro com calígrafo. Na família sempre tem quem tenha uma letra bonita e caso essa pessoa não tenha paciência, não custa nada imprimir mesmo, na mesma arte do convite uma tagzinha pra ficar do lado de fora. (também existe um site, que não me lembro qual, que você pode configurar uma fonte com a sua caligrafia, daí depois você vai usando essa fonte nas costas do envelope e… tcharã! Perfeito e sem dor na munheca!)

Vestido. Então, Sam, esse é um capítulo a parte, né?! A história da vida profissional da minha mãe é fazendo vestidos de noiva (o primeiro foi feito por ela aos 12 anos!). Então a vida inteira sempre soube que fazer o meu vestido de noiva ia ser um momento muito especial entre eu e ela… O que a gente não podia imaginar é que, ao provar o vestido de noiva em que ela se casou (e que eu nunca tinha visto ao vivo na vida), ele ia servir perfeitamente em mim (só alguns ajustes na manga) e eu o elegi com o meu vestido de noiva também! Ele estava perfeito! E era a minha cara (a genética explica o bom gosto, hahahah). Apesar de resistências iniciais por parte da minha mãe, essa foi minha homenagem aos meus pais e à minha avó (que também fez o vestido junto com a minha mãe há 37 anos atrás).

Bom, resumindo eu acabei economizando muuuuuito com o fator: pessoas-que-se-tornam-amigas-sendo-meus-fornecedores aliado ao fator colocando-coisas-com-significado-no-meu-casamento. E vamos combinar que essa não é uma receita muito fácil de repetir. Mas a receita, amigos-que-ajudam-a-fazer-a-festa, bora combinar que é o que há, né não?! Um casal amigo nosso se casou um mês depois, gastou exatamente o que nós gastamos, mas só tiveram a cerimônia numa igreja sem muitas decorações, e cumprimento lá fora com bem-casado. É sério!”

Ficha Técnica

Restaurante – Mangai |Fotografia – Rafaela Zakarewicz, Ana Paula Batista e Fábio Oliveira | Decoração – Florart (61 3443-4038 com Andréa)| Doces – Ateliê dos Doces | Filmagem – Coletivo Capital | Caixinhas de Lembranças – Nazaré (61 9967.3482)| Cabelo e Maquiagem – Luiz Carlos | Arranjo de cabeça – Bárbara Heliodora |Capela – Nossa Senhora de Fátima |

Lisa, eu <3 você! Obrigada pelo relato =]

Beijos!

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