Casamento Real e Econômico | Raquel e Guilherme - Casando Sem Grana
HISTÓRIAS REAIS SANTA CATARINA

Casamento Real e Econômico | Raquel e Guilherme

Hoje vamos até Curitiba, ouvir o relato da Raquel – E do noivo, Guilherme – contando pra gente como foi a preparação do mini-casamento deles, e como fizeram pra tornar esse dia ainda mais lindo e com o estilo deles. Bora lá?

Relato da noiva:

Conheci o Guilherme em 2009, numa festa de aniversário de um amigo de uma amiga, ambos hoje nossos padrinhos. Depois de quase três anos de um namoro muito tranquilo e cheio de amor, compramos nosso apê e decidimos nos casar. Além de não ter dinheiro para esbanjar, já que ainda estamos montando nossa casa e queríamos fazer uma viagem de lua de mel legal, não queríamos nada extravagante. Claro que o Casando sem Grana foi a principal inspiração para fazer um casamento simples, com muito DIY e paciência para pesquisar. Na nossa opinião casamento super produzido esconde o amor sincero e deturpa seu real significado – nada contra, só não era a nossa cara. Como o noivo disse um dia, “a ostentação esconde o amor”. Claro, não foi fácil. Família grande dos dois lados, muitos amigos envolvidos, muitos motivos para comemorar… A lista inicial tinha mais de 170 convidados, mas com serenidade, conseguimos reduzi-la para 40 pessoas, apenas pais, padrinhos e amigos muito muito próximos. Também não queríamos cerimônia no religioso, apenas civil no cartório (bem mais barato que levar o juiz de paz para outro lugar) e depois um almoço com os convidados.

Antes do almoço convidamos nossos pais e padrinhos para falar, e depois nós mesmos – foi uma choradeira só, muito emocionante e sincero! Muitas pesquisas com buffets, chácaras, restaurantes, escolhemos a Chácara Canto Alemão, pois tem uma área verde incrível, é cercado de araucárias e um lago ao lado da churrasqueira que escolhermos. Para servir, mais uma vez recorri à internet e pesquisei de tudo e, fazendo uma comparação, optei pelo crepe francês da L’equipe Crepe (já adianto que foi a melhor escolha de todas, com os crepes doces já “matei” a sobremesa, e a variedade, os crepes deliciosos e o atendimento excelente encantaram todos os convidados – e saiu R$31 por pessoa!). Como somos cervejeiros, decidimos comprar um barril de chopp com o rapaz para servir, e compramos refrigerante e água no mercado que ficou na geladeira da churrasqueira. Também fiz água aromatizada com hortelã (meus amigos compraram uma mudinha no mercado um dia antes!) e servimos nas suqueiras que comprei pela internet (aprendi com a Gabi!).

Também com referências de sites e blogs de casamento, escolhemos uma torre de cupcakes no lugar do bolo, e aí que começou outro excelente contato. Falei com a Julia Guedes, doceira de mão cheia, e acabei fechando a montagem da decoração com ela também. Digo montagem, pois as peças foram produzidas pela família e amigos: vidros de compota recolhidos pela sogra, mãe e padrinho (que aprendi a pintar com a Sammia!), se transformaram em vasos para flores; toalhas brancas minha mãe comprou o tecido e costurou; caixa de feira o marido pintou para dar suporte às suqueiras; com a mesma tinta pintou o suporte para o bolo, e finalizei com renda de plástico, daquelas que já são autocolantes (R$1,99 e usei a sobra nas suqueiras); também fizemos uma placa indicativa escrito “Amor sem Limites”, nome da música do Roberto Carlos que adotamos como nossa. As flores (mini margaridas amarelas e mosquitinhos) fechei com a Flora Casablanca, e a Julia pegou no sábado de manhã e foi direto pra chácara organizar tudo que eu tinha deixado com ela na sexta-feira de noite.

Para os convites, os envelopes, o cardápio, a caixa dos padrinhos e o caderno de mensagens utilizei um layout do Weddingchicks, site que disponibiliza gratuitamente vários modelos (é muito legal ficar brincando nesse site, tem várias opções, clássicas, divertidas, conceituais… quem não quer gastar com convite, tem que ver!) e imprimimos tudo em casa. Sobre o terno do noivo, fazia tempo que ele queria comprar um novo, então nem consideramos gasto com o casamento. Sobre o meu vestido, queria algo leve, que não fosse branco e que pudesse usar mais vezes. Fui com uma madrinha no shopping logo depois do ano novo e aproveitei uma super promoção de verão! E levei pra casa um vestido do jeitinho que queria. No cabelo, comprei no centro de Curitiba uma tiara e adaptei com fitas de cetim e pérolas (não saiu R$10). E no dia, eu mesma fiz minha maquiagem e meu cabelo. Só me lembrei do buquê na véspera, quase meia noite! No sábado de manhã, minha mãe foi na floricultura e montou um bem lindo, com mosquitinhos, do jeito que sonhei (ah, quando cheguei ao cartório a minha amiga de infância, que foi daminha do casamento da minha mãe há 26 anos, estava cuidando dele pra mim, foi bem significativo para nós três).

Nunca imaginei que fosse tão gostoso organizar meu casamento! Tinha a imagem de noivas enlouquecidas, discussões com mãe e sogra, deixando o noivo a ponto de desistir, começando uma vida endividada e cheias de frustração! E meu casamento não teve nada disso! As escolhas que fizemos durante a organização e a forma com que construímos nosso casamento nos deixaram tão tranquilos, e tudo saiu tão perfeito… Duas coisas que não abria mão: um bom fotógrafo (fechei com o Fernando Moreira, amigo do noivo) e me arrumar junto com o Guilherme, pois ele sempre me tranquiliza, e foi a melhor coisa, tenho boas recordações dessa manhã. O Fernando chegou antes na nossa casa para fazer um making of, que ficou a cara do nosso cotidiano: um cuidando do outro, se ajudando, cheio de risos e amor.

Relato do noivo:

A ideia era economizar e principalmente fugir da extorsão de algumas empresas que prestam serviços para casamentos (e fazem sempre as mesmas coisas, sem originalidade, sem personalidade, sem paixão…). Deu trabalho, mas nem tanto quanto nós imaginávamos, confesso que boa parte do serra, corta, prega e pinta ficou para mim. Quando a Raquel acessava o Casando sem Grana e dizia “amor, tive uma ideia” eu já sentia um calafrio, “o que terei de pintar agora” eu pensava, mas não posso reclamar. Ao ver as fotos, me orgulha saber que quase tudo daquilo foi feito por nós. Não é só pelo dinheiro, tem algo a mais envolvido, sabe? Tem um pouco do casal em cada detalhe, a nossa história toda estava lá. Aquela linda simplicidade permitia tanta alegria e paz, tanta legitimidade nos sentimentos que não era preciso um “voal” pendurado por um decorador cheio de ideias, o amor já envolvia e decorava cada centímetro daquele lugar. Aí foi assim: pequeno, mas eterno; poucos convidados, mas todos os essenciais em nossas vidas; comida simples, capaz de fazer todos se lambuzarem; não havia enfeites nas paredes, pois estávamos livres delas, e a natureza já possui seus próprios toques de beleza.Não havia nenhum mestre de cerimônias, por que são as palavras dos pais e padrinhos que nos fazem chorar. E, minha nossa, eu chorei pra caraaaamba!

Lista dos fornecedores:
Chácara Canto Alemão |Buffet L’équipe Crepê | Bolo e decoração Julia Guedes | Fotografia Fernando Moreira |Cartório Cajuru | Convites e cardápio: weddingchicks.com

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