Casamento Real e Econômico | Marcella e Erico - Casando Sem Grana
BAHIA HISTÓRIAS REAIS

Casamento Real e Econômico | Marcella e Erico

Hoje nosso relato vem direto da Bahia! Confiram como a Marcella conseguiu montar uma cerimônia e festa lindíssimas na casa dos pais dela:

Olá meninas!

Venho aqui para falar um pouquinho de minha história e do meu casamento. Tentarei ser breve, apesar de ser um pouquinho difícil resumir mais de 10 anos de relacionamento. Sim, eu e Erico começamos a namorar quando eu entrei na faculdade. Larguei o curso de comunicação, continuei o de direito em outra faculdade, passamos em concursos públicos, fui chamada para trabalhar no interior, ele fez mestrado, entrou no doutorado, eu voltei para Salvador e pimba, lá se foram muitos anos.

Quando fizemos 09 anos de namoro (17/08/2011), eu decidi que tinha de ficar noiva. Encostei o noivo na parede e disse que no dia do meu aniversário, em 09/01/2012, eu estaria noiva, do contrário no dia seguinte, eu estaria solteira. Claro que fiquei noiva, após um pedido emocionante na praia de Camurupim, no RN.

Quando fizemos 10 anos, eu decidi pedir o noivo em casamento e marcar a data. Fiz o pedido num restaurante onde comemoramos nosso 1º aniversário de namoro. O save the date em formato de calendário com nossa foto “vestidos” de noivos foi devidamente entregue ao noivo junto com a conta do restaurante. Claro que não segurei as lágrimas.

O noivo ficou um pouco receoso, porque realmente não tínhamos grana, afinal, não houve planejamento, estamos pagando nosso apê na planta, enfim.  Então eu arregacei as mangas, estufei o peito, murchei a barriga e disse: “deixa comigo, não se preocupe com nada, eu banco tudo do jeito que der, mas esse casamento sai”.

A primeira coisa a dizer é que decidi casar em minha casa, que tem um tamanho razoável. Minha decisão não veio somente pela questão econômica. Muito antes de eu ter marcado data e tudo mais, eu sonhei que casava em casa (que já foi a casa de meus avós paternos) e meu pai sinalizou que eles provavelmente aprovariam a ideia.

Minha mãe colou comigo no projeto. Aliás, colou não, grudou. Eu não tenho nem palavras para descrever o que ela fez por mim. E não consigo nem escrever sem que tenha vontade de chorar de emoção. Nós sentamos para planejar cada detalhe, das forminhas ao local da celebração.

Bom, além de minha mãe, muitas outras pessoas tiveram participações mais do que especiais. Meu pai fez banco de madeira, mesa, varal de luz e tudo mais. Uma grande amiga me deu metros e mais metros de tecidos e fitas, além de ter emprestado várias coisas de decoração. Uma tia me deu o paninho rendado eu coloquei no porta alianças, que foi um prato de prata antigo daqui de casa. Além disso, ganhei pão de mel, indicação de fotografia, e muita, muita ajuda mesmo! Amigos vieram uma semana antes somente para ajudar. Na véspera do casamento fomos dormir mais de 2:00h fazendo os arranjos!!!

Bom, a minha maior dificuldade com este casamento, além do orçamento apertado, é que eu não suporto formalidades inúteis e queria ele muito personalizado, com a minha cara e a do noivo. Vamos por partes?

Convite: eu busquei a inspiração em vários modelos na internet. Eu tive a ideia, meu noivo contribuiu e desenhou a nossa história em 07 imagens, minha irmã passou a arte para o computador. Eu e minha mãe colocamos em vasinhos coloridos amarrado com renda e fita.

Convites padrinhos: caixinha com sequilhos em formato de vestido, bolo, buquê, anel, terno. Meu pai fez as forminhas para cortar a massa!

Lembrancinha: comprei marcadores de livro dourados no Aliexpress.com. Comprei lá também os saquinhos de organza da lembrancinha e das amêndoas, que foram compradas em São Paulo, no Mercado Municipal, por uma amiga. Ah, também comprei no Aliexpress luzes de led para as lanternas chinesas e pétalas de flores artificiais.

Comida e bebida: comprei o buffet em um site de compras coletivas antes mesmo de saber se o noivo ia aceitar meu pedido. Depois, fui lá e experimentei, claro. Não houve reclamação. Os doces eu encomendei com um buffet que não é tanto do circuito badalado, super recomendado, e que fez doces diferenciados e lindos. Minha irmã fez os brigadeiros de colher. Os mini-bolos também encomendei em um site de compras coletivas e fizeram muito sucesso. O bolo de noiva (tradição de alguns estados do Nordeste em casamentos) minha mãe fez. O espumante Aquarela encomendei direto com a representante da Casa Perini aqui em Salvador e foi unanimidade!

DJ: também contratei através de um site de compra coletiva. O DJ fez confusão, não trouxe as músicas e fez com que eu me atrasasse. Depois veio dizer que não era nem para ter feito a cerimônia e que eu não tinha mandado as músicas. Apesar de tudo, conseguimos resolver. Ficaram faltando algumas músicas, mas nada que estragasse o momento.

Almofada aliança: usamos um paninho rendado super antigo, que ganhei de minha tia, e minha mãe fez a almofada.

Buquê: minha amiga Jaqueline fez o buquê em flores de tecido. Aliás, ela fez dois, um eu usei no civil e o outro na festa.

Kit banheiro: minha mãe fez as caixinhas, a arte dos rótulos, as toalhas e tudo mais.

Bolo e topo de bolo: minha mãe fez o bolo (o naked cake tem a vantagem de não requerer muita mão de obra para decorar). O último andar era um bolo sem glúten e sem lactose, porque o noivo tem intolerância. E os porquinhos noivos (que minha mãe pintou e colocou os acessórios) são uma homenagem ao nosso querido Palmeiras!

Daminhas: minhas duas sobrinhas entraram, uma com a placa de Lá vem a noiva, que meu pai fez, minha irmã escreveu e minha mãe pintou, e com as alianças, a outra jogando as pétalas de flores (artificiais, para não fazer sujeira).

Vestido e sapato: inicialmente, achei que seria simples achar, porque seria um vestido comum e não de noiva. Ledo engano. Levei dias rodando e nada. No dia que fui ao shopping para outra coisa, entrei por acaso numa loja e achei meu vestido. Curto como eu queria e por acaso branco. O vestido do civil era mais simples, meio marrom, meio cobre. Os dois juntos saíram mais baratos do que a maioria dos vestidos que eu estava achando. O sapato eu comprei pelo Ebay, mas como a Receita Federal taxou absurdamente, tive de comprar outro, que acabou sendo até mais lindo.

Minha entrada: nunca quis música tradicional (essa era uma das surpresas da festa, só eu sabia minha música) e só entraria com meu pai se ele fizesse questão. Até a hora da cerimônia, achei que ele não entraria, mas então me avisaram que ele estava vindo me buscar. Foi lindo. As daminhas entraram com o Sítio do Pica-pau Amarelo instrumental. Eu e o noivo escolhemos a mesma música de entrada, só ficamos sabendo um pouco antes. Aí ele mudou a música dele. Eu entrei com Realejo, de O Teatro Mágico. A saída foi com a Pra sonhar, de Marcelo Jeneci.

Agradecimento: eu comprei pequenos hidratantes da Granado para presentear as pessoas que me ajudaram, não só com seu tempo, mas com sua energia positiva para esse casamento acontecer.

Celebrante: depois de pesquisar celebrantes e ficar meio indignada com os preços cobrados, decidi elaborar o roteiro de minha cerimônia e pedir para alguém querido conduzir a celebração. A pessoa escolhida foi minha prima, que chorou de emoção desde o momento do convite. A cerimônia foi linda e emocionou a todos. Foi difícil conseguir segurar as lágrimas e ler meus votos. Mais difícil ainda foi ouvir os votos do noivo/marido.

Bom, teria, muito, mas muito mais coisa para falar: fotolivro com fotos nossas para as pessoas deixarem mensagens, moldura para tirar foto, marmitinhas para as pessoas levarem doces e bolo (ideia daqui que foi de grande sucesso), garrafas coloridas com as flores (também ideia daqui), latas pintadas e vasinhos de barro pendurados em palets pintados, portas e janelas velhas reformadas e penduradas na parede, gambiarra (varal de luz), mesa para crianças com brinquedos…

Fico à disposição para mandar fotos para quem precisar, afinal, é preciso retribuir toda a ajuda que tive.

O que eu quero dizer é que o orçamento desse casamento foi segurado na unha, mas posso dizer que não faltou nada para esse dia lindo! Considerando tudo que teve, acho que o valor ficou bom. Eu imaginava que ficaria em torno de R$ 8.000,00, mas algumas coisas extrapolaram um pouco, outras decidimos de última hora, fora os pequenos gastos que, somados, sempre pesam um pouco.

O mais importante para mim, além da celebração do amor, foi perceber a surpresa e encantamento no rosto das pessoas. Ninguém além de mim e de minha mãe tinha a exata noção de como ficaria esse casamento. E a marca registrada foram os detalhes, as atenções, o calor humano. Mesmo as pequenas coisas que deram errado não conseguiram ofuscar o brilho desse dia. Muitas pessoas ligaram nos dias seguintes para elogiar não só a festa, mas seu conceito, a simplicidade e a personalidade. Era isso que eu queria e que eu consegui fazer: celebrar o amor, a união e estar perto de pessoas importantes para nós.

Fornecedores:

Fotografia: La Fotita | Fotografia Ensaio: Blanco Rios | Cabeleireiro: Carlos Leal | Maquiador: Max | Macarons: Áurea – (71) 3237-7937 / (71) 9924-3387 | Bem casado: Kátia Pelegrini | Bem casado de arroz: Eliene | Doces: Lia Mara | Pão de Mel: Maricotinhas | Designer e Comunicação Visual: Bruna Marconi.

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