Casamento real e econômico | Maria e Miguel - Casando Sem Grana
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Casamento real e econômico | Maria e Miguel

Um casamento de carnaval em Belo Horizonte? Habemus! Direto de Belo Horizonte, esse casamento está pra lá de divertido. Teve direito a carnaval, marchinha, comida de boteco e muitas fantasias legais!

Maira e Miguel não tinham muita formalidade e como ele compunha marchinhas, uma amiga sugeriu: “Porque não se casar no carnaval”? Se você também já pensou nisso mas achou muita loucura, eis aqui o casamento que vai te inspirar a colocar seu sonho louco em prática no próximo carnaval 😀

Vamos ver?

“Oi, Casando Sem Grana! Tudo bem? Esse é o relato do meu casamento de carnaval!

Quando penso no meu casamento, a palavra que me vem a cabeça é afeto. Mais que economia, organização, esforço, detalhes e sonho, afeto é o que fez esse momento ser perfeito.

Conheci o Miguel mais ou menos um ano antes de começarmos a namorar. Na época, ele namorava e eu estava em uma fase mais ‘solteira e na pista’. Ao contrário da maioria das histórias desse tipo, não teve um click mágico quando nos vimos, nunca ficamos super amigos, mas mantivemos sempre algum contato. Coincidiu dele ficar solteiro na mesma época que meu coração e minha cabeça estavam voltando pro lugar, depois de um longo período de mágoa. Foi sem aviso que ficamos juntos e também não houve nenhum pedido de casamento. Um dia, ele simplesmente comentou ‘que bom que em tal época você vai morar lá em casa!’ e assim eu soube que estava ‘noiva’.

Como não somos religiosos, pensamos em fazer uma festa simples, um churrasco no sítio dos pais dele numa cidade próxima a BH. Em setembro de 2013, resolvemos fechar a data pra maio de 2014 (tinha que dar tempo da minha família e amigos, de Fortaleza-CE, se organizarem pra vir), mas na mesma época, uma das minhas melhores amigas descobriu que estava grávida (!!!!) e não poderia pegar um avião nesse período. Nossa reação imediata foi adiar os planos indeterminadamente. Mas eis que minha (fada) madrinha Soraya, lá de longe, me solta a sugestão: ‘Por que vocês não fazem a festa no carnaval? Vocês adoram carnaval, o Miguel compõe marchinhas e vocês tem até um bloco! É a cara de vocês!’ Quando sugeri pro Miguel, o olho dele brilhou!!!! A noite, tínhamos pronta a marchinha nupcial. E isso foi tudo que tivemos pronto até a primeira semana de janeiro!!!! =D Então, eu digo que teve muito choro, muito desespero, muita vontade de desistir, muita briga. E que toda organização de casamento é assim, e que o resultado compensa cada vez que eu respirei fundo e falei ‘vou levar isso até o fundo, nem que eu separe no dia seguinte’ rs. E assim, nos casamos em um bloco de carnaval!

Moramos no bairro mais boêmio de BH, o Santa Tereza, e nossa ideia inicial era fazer o casamento no nosso boteco favorito: O Bar Bocaíuva (onde comemoramos o civil), mas eles optaram por não abrir no carnaval. Num domingo de manhã, vi um salão todo arrumado, do lado de casa, e na hora meu coração disse ‘Vai ser nesse’. Conseguimos falar com a Regina (outra fada no caminho) no dia 02 de janeiro (61 dias antes da data). O salão era incrível, localização perfeita, a Regina era um amor e super topou a ideia de casamento no carnaval, o preço era ótimo (R$ 750 já com mesas e cadeiras pra 100 convidados e dois aparadores). Fechamos no S´paço Eventos e pela segunda vez o olho do Miguel brilhou.

Estávamos na segunda semana de janeiro e o casamento seria dia 03 de março, quando descobrimos que a maior parte dos buffets (pelo menos aqui e na nossa faixa de (sem) grana) não trabalha no carnaval. Resultado: negações simples aos nossos pedidos de orçamento ou orçamentos estratosféricos. Estávamos quase fechando em um buffet quando fomos visitar o Vânia Cabral pra fazer a degustação. Na hora que chegamos lá, eu caí na porta (MICÃO) e a primeira atitude da Vânia (fada 3) foi me oferecer uma sandália para substituir a que eu tinha estragado. Nessa hora, o Miguel soube que eu ia escolher aquele buffet, mesmo não sendo o mais barato. MELHOR ESCOLHA DA NOSSA VIDA. A equipe da Vânia é incrível, todos deixaram recados na nossa árvore de recado, a comida deu e sobrou (comemos salgadinhos por meses rs), todos os convidados elogiaram o buffet 😀 E a melhor parte é que fazendo as contas depois, foi mesmo o buffet mais barato porque eles deram TUDO: comida de boteco com 5 pratos, salgados finos, doces finos, bolo, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, jantar, café, toda a louça, por 45 reais/convidado (presente dos sogros).

Convites e decoração só existiram porque temos bons amigos!!! Queríamos que o convite transmitisse a ideia informal da festa, levasse a letra da marchinha e fosse bem carnavalesco. Decidimos que os convites e os envelopes iam ter cores diferentes e que colocaríamos confetes no fundo. Aparece a Talita (outra Fada) na minha vida e resolve que vamos comprar papéis coloridos e fazer os envelopes à mão. Enquanto eu, ela e a Tati (mais uma! rs), fizemos dos nossos horários de almoço uma verdadeira linha de produção, o Miguel e a Cíntia (minha dama de honra e fada também) diagramavam e corriam nas gráficas para imprimir o convite em si.

Achou muito trabalho? Eu ainda cismei de fazer os confetes porque os industriais eram feios. A Talita quase me matou, mas hoje ela admite que valeu a pena 🙂 Das aparas de convites e envelopes, fizemos os cataventos que seriam a minha decoração (todo mundo ajudou). Em julho de 2013, eu e ele tínhamos participado da produção de um filme, ‘A mulher que amou o vento’, um momento essencial da nossa relação, que eu resolvi levar pra festa através dos cataventos, objeto essencial do filme. Fizemos os convites em 15 dias, ficando prontos 30 dias antes da festa. Os cataventos ficaram prontos na semana do casório e até a mãe da noiva participou da produção. Fizemos ainda a mesa de drinks e lembrancinhas (M&M) self service. =)

A diretora e o ator do filme, Ana e Dellani, grandes amigos, foram os celebrantes do casório.
Foi extremamente divertido poder casar de fantasia. Ainda mais porque o avô do noivo tem uma loja de fantasia, onde compramos o fraque de mágico e a cartola que ele usou no grande dia. Meus acessórios também foram comprados lá (meia, cartola, tule), mas meu vestido foi feito pela minha mãe e as costureiras da Estrela Dalva, uma associação que minha mãe toca há alguns anos em Ubajara, no interior do Ceará, e que costura minhas ideias de roupas desde sempre. A blusa foi herança da minha avó materna (something old). A saia, linda, com seus babados amarelo ovo, foram feitos pelas Estrelas e foi muito incrível receber o carinho e a delicadeza delas naquele trabalho. Deixo aqui meu agradecimento público a todas. Foi incrível tê-las como parte de mais um momento importante da minha vida. O meu véu-cartola (something blue) foi concebido por mim e pela Soraya, e executado pela Talita e pelo Renan. O sapato, a Cíntia me ajudou a encontrar. O custo total da roupa da noiva? R$ 59,00 e muito, muito afeto envolvido. Minha maquiagem foi toda feita pela fada-madrinha Soraya. Amor, apenas! <3

O noivo é músico, então ele fez questão de ajustar o som e preparar a playlist. Como preparamos tudo em 57 dias, optamos por não fazer ensaios de banda. Além disso, ele preparou todo o bloco de carnaval e preferimos não ter mais questões envolvendo músicos. A música não foi nada convencional mas teve nossa mistura de punk, Madonna, música brasileira, rock, experimental, ou seja, nossa cara. Vi todo mundo da festa dançando. O bloco foi fácil, todo mundo superanimado, cantando, puxando, levando a cerveja! Foi lindo ser buscada pelo bloco na porta de casa.

As minhas fotos seriam batidas pelo Jod, meu pajem e amigo do coração demais, fotógrafo do Maria Objetiva, porque só ele e o sócio dele, Barna, tinham a sensibilidade que eu queria. Era o afeto que eu queria ver nas fotos. Ganhei de presente e não me arrependo. Não tenho nenhuma foto formal de família, brinde, mas o meu casamento de carnaval não poderia ter sido mais bem retratado (e as fotos não poderiam ter mais amor)

Meu casamento enfrentou a tensão do pouco tempo, a tensão de trazer família e amigos de longe, a tensão política que é o carnaval de BH. Mas ver todo mundo fantasiado, ser cumprimentado por todo o bairro (que acompanhou o cortejo ou viu no jornal) e, acima de tudo, ver tanta gente amada e que nos ama reunidos e nos abençoando foi a coisa mais incrível desse dia. Algumas coisas deram errado e algumas coisas não foram o que eu sonhei a vida inteira, mas não poderia ter sido mais amoroso ou perfeito e faríamos de novo quantas vezes precisasse!!!”

 

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fornecedores
Salão – S’paço Eventos Buffet | Buffet – Vânia Cabral Buffet | Fotografia – Maria Objetiva | Vestido e Acessórios: Associação Estrela Dalva, Edison Presentes| Brincos: Lorena | Maquiagem: Soraya Madeira, baseada no Frozen| Decoração, mesa de drinks, convites e lembrancinhas: Noivos, amigos dos noivos, família dos noivos.

Agradecimentos especiais: Talita, Tati, Cíntia, Renata, Dellani, Ana, Jod, Barna, Soraya, Larissa, Guilherme, Marília, Mena, Narcélio, Rodrigo, Myriam, Rosa e Antonio.

Beijos!

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