Casamentos GOIÁS HISTÓRIAS REAIS

Casamento real e econômico | Katiúscia e Brunno

Katiúscia e Brunno se conheceram na faculdade, começaram a namorar e 3 meses depois já começaram a falar sobre casamento. E foi aí que começou a jornada de pesquisas e todas as coisas que nós sabemos bem como é.
Neste post ela conta como foi organizar tudo em menos de 4 meses.

Vem ler!

“Bem, já completei um ano de casada, mas a correria do dia a dia não tinha me permitido escrever, embora quisesse muito e várias pessoas tivessem me falado para enviar nossa história para vocês… Então, vai atrasado mesmo!

Brunno e eu nos conhecemos na faculdade. Eu sou formada em design gráfico, mas resolvi (graças a Deus, gente!) que queria fazer teologia. Lembro de ter dito pra minha mãe que conheci um rapaz na FAIFA (Faculdade da Igreja Ministério Fama) e que ele era “uma gracinha, menino lindo, inteligente, mas era um bebê”. O Brunno é 8 anos mais novo que eu e, por isso mesmo, da primeira vez que tentamos sair juntos, eu nem dei muita bola, porque sempre dizia que não queria me casar com alguém mais novo que eu… mas ele foi insistente, e rápido. Nós começamos a namorar no finalzinho de dezembro de 2014 (eu nunca sei as datas), namoramos três meses e começamos a falar em casamento. Tinha que ser nas férias, porque sou do interior de Santa Catarina e minha família mora quase toda no sul e no Mato Grosso, e eu queria muito que eles viessem! Não podia ser em dezembro, porque nessa época chove demais aqui em Goiás e a gente queria um casamento ao ar livre. Como ele gosta de tudo pra ontem, não dava pra esperar mais um ano, então marcamos pra 06/07/15 (um fim de semana antes da trágica final da copa) rsrsrs. Com toda essa pressa, eu tinha menos de quatro meses pra organizar o casório, e detalhe: gastando pouco, porque, como não costuma ser novidade, noivamos sem grana. No final das contas, namoramos, noivamos e casamos em pouco mais de 6 meses.

Pois bem, vamos lá…

Eu me casei aos 33 anos e nunca fui de ficar imaginando como seria o “grande dia”, então eu não tinha nem ideia do que eu queria, foi aí que vocês entraram em cena. Vi muita, muita, muita coisa linda. Resolvi que queria um casamento amarelo com cinza (eu não sou muito convencional mesmo) e decidimos nos casar num domingo a tarde (ai gente, acho tão lindo). Também decidimos que serviríamos apenas um chá da tarde.

Local: alugamos uma chácara no setor Jaó, paguei R$ 980. Dava pra casar a tarde, como queríamos. Atrasei 15 minutos + 15 que um padrinho atrasou. O casamento marcado pra começar 15:30 começou às 16:00 (que a gente já tinha previsto), então deu tempo de casar de dia, pegar o pôr do sol, aproveitar pra comer e ir à igreja. Depois muita gente veio falar que amou o horário, porque deu pra ficar conversando um monte com os conhecidos.

Convites: desde que minha irmã casou, eu falei que não ia gastar com convites, porque a maioria joga fora mesmo, então, como não tinha dinheiro sobrando, gastar a mais eu não iria. Fiz a arte dos convites, uma amiga imprimiu, compramos os papéis e envelopes na papelaria que saia mais barato, colamos uma pérola pra fechar, e mandamos ver. Não lembro o preço exato, mas os convites custaram pouco mais de R$ 0,50. Também fiz a papelaria do casamento (aquelas fofurinhas que a gente coloca no banheiro, tags nas comidas, leques, bolhas de sabão e lágrimas de alegria) e ficou lindo, juro! Mas o kit de banheiro não foi fotografado 🙁

Fotografia: meu irmão havia casado um ano antes e eu tinha gostado das fotos que vi, então fechei com a mesma empresa que fotografou o casamento dele. Ficou super barato, com prévia, casório e álbum com 60 fotos.

Por termos nos conhecido na faculdade, achamos que seria legal fazer o ensaio fotográfico em uma biblioteca. Fotografamos na Biblioteca Marietta Teles Machado, na Praça Universitária, depois fomos para o Espaço Cultural Oscar Niemeyer. As fotos do ensaio ficaram lindas.

Filmagem: quem fez a filmagem foi Marianna e o Lucas, pensa em duas pessoas simpáticas. Baratíssimo também.

Vestidos: meu vestido de noiva comprei da China. Mesmo pagando o imposto, saiu menos de R$ 400. Apesar da ansiedade, ele chegou a tempo. Mas chegou mofado, meio grande e com uma renda amarelada horrível na alça e na barra. A costureira ajustou e minha mãe teve o trabalho de deixá-lo branquinho e trocar a renda. Como já estava arrumando mesmo, aproveitamos pra mudar um pouco o modelo e no final deu tudo certo. Os vestidos das daminhas, da minha mãe, da minha irmã e as bermudas dos pajens nós mesmas fizemos. Modelei, cortei e minha tia costurou. A camisa dos meninos foi R$ 35 e as gravatinhas R$ 3,90 cada, comprei numa loja da Bernardo Sayão (que não lembro o nome). Os suspensórios nós que fizemos, comprei o elástico em Campinas, nas lojas de aviamento e um retalho de couro naquelas que vendem material pra calçados e bolsas. As tiaras das damas custou R$ 6,00 cada.

Sapato: vai que tem mais alguma noiva com o “pé grande”. Eu calço 32, isso mesmo, pé de criança. Mandei fazer o calçado do jeito e da cor que eu queria e paguei R$ 140 – nas outras lojas que olhei estavam todos acima de R$ 300.

Cabelo e maquiagem: a última vez que todas as irmãs do meu pai haviam se reunido já tinha completado 13 anos, e muitos amigos meus de outros estados tinham vindo. Eu não queria perder de estar com eles e decidi me arrumar em casa, no meio da bagunça.
Minha família é de ascendência italiana: todos conversam muito (deu pra ver pelo texto, né), falam muito alto, gesticulam e fazem festa.
Não me arrependo um só momento, tanto por ter ficado com eles, quanto por quem me maquiou e arrumou o cabelo: a Milena. Ela é rápida, divertida, atenciosa e muito caprichosa e, sim, saiu muito barato. E esse definitivamente, não foi um barato que saiu caro. Eu amei! Ela fez a maquiagem e cabelo da minha mãe e irmã também, da Hulyane e finalizou uma das minhas madrinhas (em umas 3 horas), indico de olhos fechados. Comprei duas tiaras de “pérolas”, cada uma R$ 6 e minha prima Lorenna arrumou as daminhas.

Buquê: queria guardar o buquê, então a minha mãe fez as flores de croché e eu montei usando uma bola de isopor. Como ela havia feito flores a mais, montei três buquês pequenos pra jogar. Pena que só lembrei no finalzinho (eu não, alguém me lembrou).

Porta-aliança: minha irmã, Katiéllen, fez a partir de um tutorial da web, com massa de biscuit. O desenho “impresso” foi de um guardanapo de croché lá de casa.

Bolo: o bolo foi uma coisa de louco! Bolo de leite ninho recheado com morango que minha amiga Nice fez. Não conheço um que não tenha AMADO. Tão bom, tão bom, que até hoje tem gente que me liga pra pegar o número dela. O preço do quilo era R$ 40. Ah, ganhei o bolo de presente de casamento (teria me custado 800,00).

Doces: ganhei um monte de brigadeiro gourmet (de vários sabores lindos e deliciosos) de uma amiga, a Suely. Minhas primas e do Brunno também fizeram bombons, colherinhas de chocolate, umas casquinhas de chocolate recheadas com geleia de morango que a minha mãe fez, copinhos de mouse de maracujá e doce de leite. Minhas primas Lorenna, Janaína e Tháffila que fizeram.

Cadeiras: a de madeira ficou o mesmo preço da cadeira de plástico com forro, e é muito mais charmosa. Pagamos R$ 2,50 cada e locamos 300 cadeiras.

Decoração: a gente tinha pouco dinheiro, mas muita força de vontade e excelentes amigos! A Hulyane é ótima nisso e me ajudou demais. Comprei os papéis e fizemos tsurus (aquele pássaro de dobradura) e uma cortina de círculos de papel (minha tia costurou na máquina pra facilitar) atrás da mesa do bolo e do altar. Também fizemos pompons de papel manteiga pra pendurar no teto. Decoramos garrafinhas e fizemos laços, que ficaram na entrada. Gastei cerca de R$ 100 com os papéis pra decorar.

Um senhor cortou as mini torres que marcaram o caminho e cobrou R$ 100. Colocamos livros (que tínhamos em casa) e garrafinhas, que também já tinha de outros casamentos e festinhas.

Mesa do bolo: foi uma mesa velha e manchada lá de casa mesmo. O Brunno lixou e depois passou cera em pasta, ficou linda! As mesas pra colocar o lanche nós fizemos daquelas bobinas que usam pra transportar fios elétricos e de aço (de construção mesmo), que a Huly conseguiu na obra que gerenciava na época. Nós tínhamos de tamanhos diferentes e foram todas lixadas e lavadas. Não pintamos para o casamento, justamente para aproveitar a textura da madeira. Essas mesas estão todas sendo usadas hoje. No nosso apartamento tem uma mesinha de centro feita de uma pequena (o Brunno lixou, passou seladora, colocou rodinhas) e as outras distribuímos para os amigos que quiseram.

Tinha banquinhos feitos de paletes, com almofadas de croché. Esses banquinhos foram para o nosso apartamento, e hoje é o nosso sofá rsrsrs. De paletes também fizemos a nossa cama e o painel da televisão.

A gente quis fazer um “mar de balões” e, para eles ficarem lindos, leves e soltos, tivemos a brilhante ideia de encher com gás hélio. Eu só não sabia que ele murchava quando ficava no sol. Gastei R$ 450 com a bomba e o gás, mas pelo menos, serviu para as crianças brincarem de estourar balões pulando neles no final do casamento rsrsrs

A Hulyane foi a minha salvação, ela me ajudou em tudo. E quando digo tudo, é TUDO mesmo. Desde me dar ideias até colocar a mão na massa ou no papel. No dia do casamento, foi ela quem coordenou tudo, montou os arranjos, quem direcionou a organização das mesas, da mesa do bolo, altar, banquinhos…

Comprei as flores na floricultura e gastei R$ 350.

Aluguei algumas coisas como garrafas térmicas, cestas e umas bombonieres. O restante das cestas, travessas e potes nós usamos de casa mesmo, vasos e cristais da minha irmã, da Hulyane e da minha cunhada, Thamyres.

Por ser chá, tipo serviço à americana, não precisamos alugar mesas louças (o que deixou muito mais barato). Comprei a maioria dos descartáveis em Campinas, onde tem aquele monte de lojas atacadistas. Andei uma manhã inteira só pesquisando preços e depois voltei pra buscar. Lá foi o lugar mais em conta que achei. 

Comidas: como falei, nós resolvemos oferecer um chá da tarde, porque sairia mais barato e super combinava com o casamento. Servimos bolo de limão, bolo de fubá, rosca húngara, pão de queijo, biscoito de queijo, sequilhos de araruta (de limão, amendoim e coco), torradas com patê de berinjela e patê de atum, mini sanduíches, grustuli (a gente chama de cueca virada, e é típico do sul). Toda minha família foi e colocamos a mão na massa, literalmente. Todo mundo entrou na roda: mãe, sogra, amigas, irmãos, primos e tias. Fizemos os pães e biscoitos de queijo um mês antes e congelamos. No domingo de manhã, minha mãe, tias e sogra assaram. Também fizeram bolos no domingo e montaram os sanduíches. As outras coisas fizemos na semana que antecedeu o casamento, pensa na loucura! Mas tudo ficou muito gostoso e sobrou muita comida. Teve café, chá, leite, refrigerante, suco, água aromatizada.  Não conseguimos orçar o que gastamos exatamente, mas ficou bem mais barato que qualquer buffet que contratássemos. Compramos sucos e refrigerantes sempre nas promoções que apareciam, gastamos uns R$ 3.000 com as bebidas para mais de 300 pessoas.

Música: o pessoal da igreja da minha irmã, de Caldas Novas, tem uma banda e cantam muto. Não paguei nada e ainda os fiz usar suspensórios! Os meninos não gostaram da ideia, mas ficou lindo, lindo mesmo. Pena não ter nenhuma foto realmente boa deles. Agora eles também cantam em casamentos.

Cerimonial: não contratei e me arrependo muito. Uma amiga minha fez as vezes do cerimonialista, mas me arrependo porque ela veio de longe e acabou nem aproveitando o casamento. Teria sido um dinheiro muito bem gasto.

Nós ganhamos muitas coisas, conseguimos muitos descontos e ficamos imensamente felizes. Poderia dizer que foi o fato de casarmos depressa e, tão perto da data, e por isso as coisas ficaram mais baratas mesmo. Poderia pensar que ganhamos tantas coisas porque temos muitos amigos ou porque nossos pais são tão queridos. Numa última hipótese, poderia afirmar que as pessoas simplesmente “foram a com nossa cara”. Mas, prefiro crer que foi Deus agindo a nosso favor. Quando falamos que íamos casar tão rápido, alguns suspeitaram que eu estivesse grávida, e eu realmente não me importo com o que pensaram/pensam ou falaram/falam, mesmo porque, filhos são bençãos do Senhor. A verdade é que hoje eu entendo a maior parte da história: eu vejo tudo como um imenso cuidado de Deus.

Poucos dias depois de voltarmos de lua de mel, descobrimos que meu pai estava com câncer, mais uma vez, dessa vez no pulmão. Se tivéssemos demorado mais seis meses para casarmos, ele já estaria fazendo quimioterapia. Alegro-me em pensar como as coisas aconteceram, no marido maravilhoso que eu tenho e que cuida tão bem do meu pai como se fosse um filho (e agora ele é), na família linda que Deus me deu, que é a do Brunno, em como acho bom ser casada e quanto sou feliz. Da mesma maneira que consigo ver os milagres de Deus no meu casamento, posso crer que, ainda outra vez, meu pai será um vencedor independente do desfecho.”

Beijos!

 

Casamento real e econômico | Katiúscia e Brunno

Casamento real e econômico | Katiúscia e Brunno

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Fornecedores

Cabelo e maquiagem: Milena Carvalho Costa (62) 62.8164-1166 | Garrafas, cestas e bomboniere: Clamalu (62) 3287-5591 | Sapato: A Cigarra Calçados (62) 3253-1243 | Flores: Floricultura Cidade Jardim: (62) 3597-5663 | Cadeiras: Conclass (62) 3015-8767 | Bolo: Nice (62) 39545449 ou (62) 8587-3512 | Papelaria: Escrisam Papéis (62) 3212-3003 | Descartáveis: Premier (62) 3291-6511 | Fotografia: DN Fotografias (62) 9158-1093 (Daniel) | Filmagem: Foco Filmagens (62) 8537-6635 (Marianna) | Vestido: AliExpress | Doces: Sabor e Arte


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