Sim: nós nos separamos (e estamos bem)
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Sim: nós nos separamos (e estamos bem)

Por onde eu deveria começar este texto? Fazem meses que o ensaio e a cada momento que penso sobre, a forma que descreveria essa situação muda. Decidi deixar com que os meus sentimentos e dedos corram livremente pelo teclado para explicar sobre como chegamos a decisão de nos separarmos e como estamos bem agora (e como foi possível sobreviver e recomeçar).

Para quem chegou agora

Eu (Sammia) comecei o Casando sem Grana no início de 2009 poucos meses depois do Thiago me pedir em casamento. A ideia a princípio era relatar nossa saga até o altar com muito pouco dinheiro. De lá para cá passaram-se sete anos e muitos de vocês puderam acompanhar nossa subida ao altar em 2012 bem como outras tantas etapas e conquistas do nosso relacionamento. Posso dizer orgulhosa que o Casando sem Grana é um dos mais lindos frutos dessa nossa relação. Foi aqui que nosso amor cresceu e se expandiu a um ponto em que deixamos de ser apenas um blog para nos tornarmos, o que gosto de chamar, de um projeto. Esse projeto tornou-se muito menos “nosso” e sobre o nosso casamento para se tornar uma ferramenta útil pra vocês. Ou, pelo menos, esse é o caminho que temos almejado trilhar. Quando falo “nós” estou falando do Thiago também que desde 2015 começou a me ajudar com o CSG.

Os sinais

Havia um tempo que ambos notaram uma mudança significativa no relacionamento. As brigas tornaram-se frequentes e o entendimento já não era mais constante. Acho que os dois maiores alertas, no nosso caso, foram o dos planos pessoais de cada um tomando rumos diferentes dos planos do outro, seguidos pela mudança no sentimento: quando não estávamos nos desentendendo, conversávamos e fazíamos todas as coisas muito mais como amigos do que como um casal casado. Foi ficando cada vez mais claro que nosso tempo conjugues tinha passado mas que um tipo diferente de sentimento estava nascendo.

A decisão

Não foi nem de longe fácil. No final do ano passado vinhamos conversando bastante a respeito e os sentimentos permaneciam divididos entre a certeza do que seria melhor para ambos com o apego as memórias e projetos que tínhamos em conjunto. Chegamos a cogitar N formas de fazer dar certo, inclusive, em uma delas, uma mudança de país. Preparamos tudo mas estava na cara que eu estava empolgada e ele não. Então foi assim que lá pelo mês de fevereiro deste ano (pouco depois de comemorarmos quatro anos de casamento civil) tomamos a decisão mais marcante e difícil de seguirmos cada um o seu caminho.

Me lembro das malas, de muitas lágrimas e do silêncio “ensurdecedor” da casa muito mais vazia. Me lembro de oscilar entre tristeza, mágoas, incertezas, medo (MUITO medo), solidão e sentimentos positivos como o da gratidão por toda a nossa história e por em todo momento ele ter pensado em mim, no meu bem estar e no projeto do CSG que, definitivamente, não gostaríamos de deixar morrer.

Como estamos agora

Posso dizer com toda a firmeza que estamos muito bem. Nos vemos quase todos os dias no trabalho e a amizade só cresceu. As discussões limitam-se ao ambiente do trabalho e sobre ele enquanto pessoalmente a certeza de que tomamos a decisão correta já é um fato.

Imagino que muitos leitores que acompanharam o Casando sem Grana até os dias de hoje devam sentir certa dificuldade em processar essa informação e que, com muito carinho, nos desejem reavaliar nossa decisão mas peço com o mesmo carinho que não façam isso. Peço apenas que respeitem esse nosso, esse MEU, momento.

O Casando sem Grana vai continuar aqui, firme e forte, como tem sido até os dias hoje. Continuarei a falar sobre amor e casamentos baseados nele pois jamais deixarei de acreditar nesse compromisso que é muito maior que qualquer dificuldade financeira ou até mesmo, de um divórcio. Amor de verdade apenas cresce. Pode vir a se transformar, como foi no nosso caso, mas nunca deixará de existir.

Nos amaremos para sempre. Seja como for.

sammia e thiago

***

Thiago, meu amigo. Meu companheiro e parceiro de tantas aventuras e histórias: obrigada.
Obrigada por cada dia, minutos e segundos destes oito anos. Obrigada por tanto apoio, respeito e pelas pontes que preferimos continuar construindo ao invés de derrubá-las.

Não foi em vão.

 

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