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Casamento real e econômico | Marysa e Martinho

Marysa e Martinho noivaram em 2011 depois de 5 anos de namoro, mas só este ano é que conseguiram realizar o casamento. Passaram por apertos financeiros e a cada ano adiavam o casório, até que decidiram que nesse ano casariam só no cartório mesmo, sem festa. Mas muitas coisas boas aconteceram na vida deles e então, conseguiram realizar a recepção do jeito que sonhavam.

Vem ler!

“Um pouquinho da história de nós dois (ou a saga do casamento Martinho e Marysa).

Bom, vamos contar um pouquinho da nossa história e um resumo de todo o processo de preparação do nosso casamento. Não é porque foi o nosso, mas superou todas as nossas expectativas, pelo empenho de todos os fornecedores e pessoas envolvidas direta e indiretamente neste dia.

Noivamos em novembro de 2011, após 5 anos de namoro. Eu já era concursada (Psicóloga) pela prefeitura de Teresina e meu então noivo trabalhava em uma empresa desde 2008. Queríamos primeiro comprar nosso cantinho e assim fizemos. Passamos 2012 juntando dinheiro para dar a entrada em um imóvel que fosse de um tamanho legal para construir uma família, boa localização (pois trabalhamos muito e não queríamos perder tempo no trânsito) e principalmente que coubesse no nosso bolso. Em Janeiro de 2013 adquirimos nosso apartamento, ainda na planta, a prestação um pouco salgada, mas daria para manter com algum sacrifício. Nessa época, nosso desejo era realizar uma celebração com uma recepção mais simples, só pra família e amigos bem íntimos, porém, nossas famílias são bem numerosas, não daria para fazer um miniwedding. Guardamos nosso sonho para depois, adiamos para quando fosse possível. No segundo semestre de 2013 meu então noivo iniciou um período de instabilidade e crise financeira. Tivemos que segurar as pontas, foi bem complicado e planejar nosso casamento não estava bem distante da nossa realidade. Adiamos mais uma vez.

Em Julho de 2014 a situação deu sinais de melhora e resolvemos pesquisar orçamentos de casamento. Me lembro que constantemente olhava um site maravilhoso, o Casando sem Grana, que me inspirou e me fez acreditar que seria possível realizar um casamento de baixo custo e muito amor. Mas aí a realidade bateu (com força) na nossa porta. Os preços dos buffets por cabeça era impossível para nós, com famílias numerosas. Desistimos dos buffets. Nossa última tentativa nessa época foi o salão de eventos de um Hotel, fizemos até uma pré-reserva, seria um brunch pela manhã, porém ainda desconfiados e incertos. Nessa mesma época começamos a buscar o serviço de Assessoria, Cerimonial e Decoração. Esses serviços eram fundamentais para nós, que tínhamos pouco tempo disponível e era impossível fazer tudo DIY (faça você mesmo). Outra vez, a realidade nos deu uma chacoalhada: as decoradoras “TOPS” de Teresina não se interessam em organizar casamentos de baixo custo. Triste realidade do mercado, do lucro pelo lucro. Uma delas (não vou de forma alguma citar para não ser antiética) me despachou sutilmente quando mencionei termos um orçamento limitado. Eu nem disse quanto tínhamos, mas ela nunca mais atendeu minhas ligações nem respondeu minhas mensagens. Me sinto na obrigação de compartilhar isso, porque muitos noivos passam por isso e eu escutei vários relatos. Seguimos em frente, fomos em busca de outras opções.

Nessa mesma época vi as fotos do casamento de uma colega, que era de um estilo semelhante ao nosso, mais singelo, porém caprichado. Descobrimos o contato da empresa que organizou o evento e entramos em contato. Era sábado, quase meio dia, mas ao ligarmos fomos tão bem atendidos e acolhidos que fomos lá imediatamente. As três anjinhas (como a chamamos hoje), umas fofas, nos escutaram, nos entenderam, se colocaram à disposição para realizar nosso dia da maneira que queríamos e podíamos. Nos empolgamos de imediato e tivemos a certeza que elas seriam as organizadoras do nosso sonhado dia.

Porém, mais uma vez, adiamos nosso sonho por complicações financeiras. No final de 2014 chegamos a desistir de tudo. Decidimos, frustrados, angustiados, que casaríamos em 2015 apenas no cartório. No máximo um almoço com os pais e irmãos, para não passar em branco, como se diz.

Não contávamos que 2015 seria um ano (e está sendo) de surpresas incríveis, de pequenos e grandes milagres de Deus nas nossas vidas, depois de dois anos de angústia, decepção e cansaço. Meu então noivo foi convidado para trabalhar em um escritório de advocacia, mesmo sem ainda ter a carteira da OAB. Ele ficaria auxiliando os advogados e se empenharia em estudar e prestar o exame da Ordem brevemente. E assim aconteceu, foi aprovado em fevereiro para alegria de todos nós! Nossa vida foi aos poucos entrando nos eixos. E então voltamos a sonhar com o nosso dia, a nossa celebração. Em março voltamos a procurar a assessoria, decidindo realizar nosso casamento em um sítio, cedido por uma tia e madrinha do noivo (ela cedeu o espaço que ela ama, que não é de eventos de forma muito solícita, por amor mesmo a nós). Em um período de 5 meses tudo foi organizado, fomos entrando em contato e contratando nossos fornecedores por três critérios: boas referências, preços justos e sensibilidade. Por mais profissional que seja o trabalho, nesse tipo de evento o fornecedor precisa embarcar junto com você no teu sonho. E assim foi com TODAS as pessoas que trabalharam com a gente: a moça responsável pelo buffet, que cobrou um preço justo por uma comida deliciosa; as fornecedoras do bolo e docinhos, o local do aluguel de mesas/cadeiras e demais itens, o fotógrafo (uma pessoa incrível, de trabalho magnífico, cheio de ideias geniais e muito simpático!), salão de beleza, local de aluguel das roupas, músicos, enfim, todos!

Nesse processo, marcamos nossa data para o dia 25 de julho. Nossas maiores preocupações eram as chuvas (e vimos que no mês de julho tinha índice muito baixo de chuvas aqui), pois o sítio tem pouca área coberta, e não coincidir com o parto da minha cunhada, que estava grávida e nascimento previsto para o final de agosto. Trabalhamos duro, mesmo com pouco tempo disponível. Nossas anjinhas da assessoria eram muito compreensivas com nossos horários (ambos trabalhamos o dia todo) e se reuniam conosco nos horários que podíamos.

Quando começamos a avisar para as pessoas que finalmente iríamos casar, elas começaram a nos ajudar da maneira que podiam! Um casal querido de amigos nos cedeu seu varal de lâmpadas, usado em seu casamento também em um sítio, em 2013 (um casamento lindo, também singelo e repleto de amor de todos envolvidos). Nossos padrinhos (2 casais de cada lado, nossos irmãos e cunhados) nos deram presentes em dinheiro para ajudar nos gastos com a festa. Nossos pais também, ajudaram como podiam, minha mãe mesmo sendo professora aposentada, juntou o que podia para ajudar. Os pais do meu noivo nos deram a cama de casal (até então nosso apartamento estava vazio) e fizeram no ateliê deles, onde pintam camisas, a pintura dos chinelos (compramos bem mais em conta sem a pintura), mesmo sem nunca ter feito esse trabalho! (O resultado ficou lindo). Meus padrinhos de batismo me enviaram o presente de casamento em dinheiro também, que utilizamos nos gastos da festa. Minhas amigas do trabalho me deram um vale cinderela, juntaram dinheiro para eu comprar meu sapato de noiva. Foi muito lindo!

Nas reuniões com a assesoria fomos construindo nosso dia. Fizemos e refizemos orçamentos, retiramos e colocamos o que queríamos e podíamos. Elas nos orientavam naquilo que achavam ser importante, mas nunca nos impuseram nada! Eu mandava fotos de inspirações e todos juntos fomos chegando ao projeto final.

O mês de julho chegou, e chegou chuvoso. Uma surpresa nada agradável. Ficamos tensos, preocupados, olhando a previsão do tempo. Não seria possível alugar toldos. Pelo preço e porque estragaria tudo que pensamos da decoração, inclusive o varal de lâmpadas, que era peça fundamental de iluminação e decoração. Resolvemos confiar, ter fé mesmo. A semana do casamento também começou chuvosa, nublada. Desespero define! Não faltaram orações de todas as pessoas envolvidas, familiares, amigos, todo mundo pedindo a Deus que não chovesse dia 25 de julho. E outro detalhe: minha cunhada, gravidíssima, começou a sentir dores mais fortes. Muita tensão e preocupação justo na semana decisiva.

Na quinta-feira começaram os preparativos no sítio, foi instalado o varal, as meninas da assessoria dormiram lá na noite de sexta para deixar tudo pronto para as 17:00 horas do dia 25 de julho. Na véspera do casamento chuviscou na minha casa (que é bem distante do local) perguntei às meninas como estava lá e disseram que o céu estava limpo. Acontece que choveu a madrugada toda lá. Quando perguntei realmente não estava, e no dia seguinte claro que elas não iriam me preocupar informando o que havia acontecido. E aconteceu pior: o varal de lâmpadas apagou. Meu noivo foi até lá, ficaram muito tensos e preocupados, mas conseguiram resolver o problema (as lâmpadas não tinham queimando, era problema na chave de energia). Mas aí surgiu outro probleminha: minha irmã, que seria minha madrinha, estava viajando para um Congresso e chegaria às 4:00 da manhã do dia 25. Não chegou. O vôo atrasou muito, ficaram em um hotel até às 7:00 horas da manhã e só depois embarcariam. A previsão de chegada seria as 12:30, porém marquei no salão 12:00 para mim, minha mãe e minha irmã. A outra irmã (que é minha melhor amiga, chamo de irmã mesmo) se arrumaria em outro salão e tentou me acalmar por mensagem. E conseguiu. Fui para o salão com minha mãe, fiquei mais tranquila e confiante, a maquiadora e dona do salão foi um anjo, colocou música ambiente, disse que na hora que minha irmã chegasse seria atendida de imediato. Ela chegou em torno de 13:30 no salão, deu tempo fazer tudo e estava pronta na hora certa!

Fui para o sítio tranquila, estava emocionada, mas confiante, pois finalmente estava tudo dando certo. Cheguei às 17:00 horas e o cortejo começou por volta de 17:10. Tudo no horário combinado. Quando entrei, não acreditei em tudo que vi: a decoração impecável, o local cheio (todo mundo chegou na hora marcada), tudo muito melhor do que eu havia sonhado. Não tenho palavras para descrever a sensação. Parecia um sonho. A pregação do pastor foi linda, serena, falava de amor de uma maneira real e compreensível a todos. Nossos votos foram lindos, as pessoas choravam litros (eu soube depois porque quase todas me diziam a mesma coisa). Um clima de paz, de aconchego, de amor, que prosseguiu na recepção, com música ambiente na voz e violão. A mesa do bolo e docinhos estava um sonho, o voal com luzes atrás magnífico, as gaiolinhas que compramos no mercado e pintamos foram colocadas no teto, dando um efeito de flutuação impressionante! Ai ai, eu suspiro só de lembrar.

Então gente, minha intenção em contar essa história é só uma: dizer que quando há amor, tudo é possível. E ali o que não faltou foi amor. Porque o mundo pode ser cruel às vezes, mas o amor de Deus, que se reflete também no amor das pessoas, pode vencer tudo. Eu acredito, e todos que se envolveram nesse dia também acreditaram. Nós queríamos que vocês, que estão lendo, possam acreditar também. Celebrem esse dia, seja em um almoço com a família, um churrasco na laje, um café da manhã, um lanche, em um buffet, numa mansão, enfim, seja como for, não percam a chance de celebrar o amor!

P.S: O sobrinho do meu agora marido nasceu dia 30 de julho. Só esperou mesmo nosso casamento. E ainda tem gente que não acredita em milagre?!”

Beijos

Casamento real e econômico | Marysa e Martinho

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Fornecedores

Impressão dos convites: iPrint | Assessoria e decoração: Matriz Eventos | Buffet: Didi | Aluguel de mesas, cadeiras, louças e algumas peças de decoração: Maria Neiva | Fotografia: Zuilk Soares, Wilson Filho e Danieli Maciel | Bolo: Marina Vilarinho | Doces e Brownies (lembrança): Maria Doce e Vivian Doces | Música da cerimônia: Quarteto de cordas O.S. T | Música da recepção: Nairo voz e violão e Dj F.SOM | Vestido de Noiva, tiara e véu: Aline Souto Atelie | Brincos: Loja Morana | Buquê de Noiva: Floricultura Natuarte | Cabelo e Maquiagem: Salão Femme | Roupa e Acessórios do Noivo, padrinhos, pais e pajens: Terno e Cia | Alianças: Joalheirias Rubi | Arte e pintura dos chinelos: Ateliê RH Malhas

Sobre o Autor

Equipe CSG

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