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Casamento real e econômico | Thaiane e Bernardo

Casamento real e econômico | Thaiane e Bernardo

Thaiane e Bernardo decidiram casar em abril e marcaram o casamento para setembro, eles tinham apenas 5 meses pra organizar todo o casório. Com a ajuda de amigos e familiares deu tudo certo.

Vem ler!

“Nós casamos no dia 01 de setembro de 2013 e decidimos isso em meados de abril, do mesmo ano. Já morávamos juntos quando decidimos celebrar em forma de festa, para que pudéssemos ter uma data, um marco e, também, por conta da nossa história, era justo e merecido que reuníssemos amigos e familiares que acompanharam toda a nossa trajetória. Nosso maior problema era orçamento. Tínhamos acabado de nos mudar e a ideia era fazer uma festa, somente uma festa, e a única coisa que sabíamos é que teria que ter samba e feijoada. Começamos os preparativos e acabamos decidindo fazer uma celebração, principalmente, para homenagear meus pais, que ficariam super felizes se tivesse uma benção antes. Estabelecemos um orçamento de R$ 20 mil, com uma pequena margem de 5 mil a mais, para gastos emergenciais mais próximo do evento. E, por nascer de uma família caprichosa, sabia que todos os preparativos seriam feitos por mim, amigos e família. E vou te contar, tive um exército maravilhoso que trabalhou duro esses meses que antecederam o casamento.

A primeira coisa que decidi era que não teria grana para uma decoração com flores. Por mais que eu amasse uma decoração com a presença delas, se optasse por isso, levaria todo o meu orçamento inicial. E foi assim que tive a ideia de fazer tudo em papel, inclusive as flores. Resolvi também que ao invés de contratar o buffet que me desse a festa pronta, com móveis, projeto de decoração, etc, resolvi ir direto nos fornecedores, foi assim, por exemplo com os móveis, em que escolhi e contratei diretamente com a empresa. O mesmo aconteceu com som, DJ, banda, bebidas etc. Tivemos sorte na contratação do serviço de fotos, que, por ser domingo, nos cobrou metade do preço. O mesmo aconteceu com o local que escolhemos para a festa. Optamos por não ter filmagem, na hora de pensar no custo, foi o que pesava e que achamos que não faria diferença no conjunto da obra. E as alianças, fizemos diretamente num ourives. Escolhemos o modelo (inclusive são diferentes, a minha é prata e a do noivo dourada), achamos um ourives e encomendamos. Saiu muito mais barato que em uma loja especializada.

Na hora de escolher a paleta de cores estava certa que eu queria algo alegre, divertido, cores fortes e diversa. Lembro que fui numa loja, tipo armarinho, e fui pegando pedaços de fitas e unindo uma a uma. Quando vi, tinha 6 cores na mão e resolvi que seriam elas: vermelho, amarelo, azul claro, azul escuro, laranja e verde. E com elas eu fui brincando em todos os detalhes da decoração.

A Internet foi uma grande aliada. Aliadíssima! Muita coisa eu comprei pela internet por ser muito mais barato que na cidade em que em morava, Salvador. Comprei os leques de madeira (já que o casamento foi às 10h da matina), os topos de bolo, os arranjos do meus cabelo, os robies das madrinhas (que levaram no dia para o making off), as meias dos padrinhos (que foi colorida, cada um com a sua cor), as letrinhas de MDF (amor, fé e samba), as bolinhas de acrílico (que coloquei paçoca amor, no lugar do bem casado). Como trabalho com planejamento, foi fácil pensar em coisas que compraria pela Internet e que eu sabia que daria tempo para usar. Isso é algo importante na escolha de comprar em outro estado. Tem que chegar com antecedência, especialmente se precisar trocar, caso não te agrade na chegada (aliás, isso não aconteceu comigo! Tudo chegou no tempo, em perfeito estado e do jeito que eu esperava).

Contando um poucos dos detalhes, o papel foi a base de toda a decoração. A começar pelo convite, que tinha cores diferentes e acompanhava um monóculo com uma foto nossa e data do evento (que, também, encomendei pela Internet). Usei para fazer flores, com a técnica do leque, tanto nas mesas, no centro de mesa, em tamanhos diferenciados, como também no arco/nave da cerimônia. Usei e abusei das cores. O papel, também, esteve presente nos mobiles no teto, que foram cortados e costurados, na máquina, com linha de nylon. De papel, também, foi o buquê, que era simbólico, pois não fazia questão de usar. Aproveitei e fiz o mesmo modelo para as demoiselles, que eram as minhas amigas de infância. O nosso topo de bolo também foi de papel, em Paper Toy, e ficou maravilhoso com as roupas que usaríamos no dia do casamento.

Usei vidros para várias coisas, mas escolhi fazer com garrafas e potes reutilizáveis. Para os centros de mesa usei vidros de garrafas de vinho, espumante, suco, leite de coco, etc. Fui juntando ao longo do ano, e pedindo aos amigos para me ajudar e no final, tinha garrafas para dar e vender. Queria tamanhos e formatos diferentes para brincar com os tamanhos e estilos. Para não deixar o vidro transparente, coloquei sal grosso e arrematei com fitas nas cores do evento. Além das plaquinhas e corações de papel, tinha flores feitas em tecido para dar mais volume ao arranjo. Usei vidros, também para os porta-retratos de nossas fotos. Usamos potes de azeitonas, ervilha etc, que são mais baixas e mais gordinhas. Ficou excelente e têm pessoas da família que guardam até hoje em suas casas, como artigo de decoração. O caminho para o altar fizemos com bolas de cordão engomado, como tinha grama, não queríamos usar algo que tirasse a beleza da grama, que era super bem tratada. E o visual da mesa do almoço ficou mais linda com uma cortina de fitas que fizemos, com as cores da festa, e posicionamos atrás da mesa.

Já que íamos servir um almoço, resolvi organizar a mesa de convidados para isso. Minha mãe, super talentosa, fez os sousplast com papel paraná e tecidos, nas cores do evento. E, também, o porta guardanapo, de juta. No cantinho do recado, usei pratos de porcelana com canetas apropriadas para escrever neles. As pessoas deixaram recados, que viraram depois, objeto de recordação da nossa casa. Como a festa foi num domingo, criei um varal do “Vale Folga”, para que as pessoas apresentassem no trabalho no dia seguinte, já que a ideia era cair no samba o dia inteiro.

Sobre comidas e bebidas, planejamos uma festa para 200 pessoas (convidamos até um pouco mais, cerca de 230) e compareceram 197 (pasmem na conta!). Já sabíamos que queríamos feijoada, feita pelo buffet que forneceu toda a infra de pratos, talheres e garçons. Contratamos umas entradinhas bem simples, como caldinhos (feijão, frutos do mar etc), disquinhos de tapioca, etc. E por fora, contratamos um serviço de barraquinhas, que serviu pastel, crepe e queijo coalho assado, feitos na hora. Não fiz mesa de doce, pois, para o horário e local, achei apropriado servir cocadas, o bolo (queria 100% de verdade, para que os convidados comessem após o almoço), e picolé (não podia faltar!). Para beber, ficamos na cerveja, vodka, refrigerante e suco. Fizemos o brinde com cerveja, já que é a nossa bebida favorita e não incluímos whisky, pois além de encarecer o nosso custo, não combinava muito com uma festa como a nossa.

Fiz algumas substituições simbólicas, como usar Paçoca Amor no lugar do Bem Casado (que não vendia em Salvador e encomendei no RJ e foi muito mais barato que o bem casado) dentro de bolinhas de acrílico penduradas em gaiolas de ferro. Era uma forma de lembrança. Já que não tinha buquê, fiz uns chaveiros de patuás, com pimenta, olho grego e medalhinha de santo Antônio e distribuí para todas as solteiras. No lugar do arroz, que não podia ser jogado por proibição do local da festa, fiz uma sinetas de guirlandas, para que os convidados tocassem na nossa saída.

O vestido da noiva foi idealizado por mim, depois de várias referências na Internet. Queria algo simples, confortável e que eu pudesse trocar facilmente. Tive a ideia do tubinho base embaixo e duas saias, que troquei para a cerimônia e para a festa. O noivo, casou de all star e super informal, usando colete e seu inseparável chapéu de malandro.

Acabamos gastando os R$ 25 mil, como prevíamos. Na semana do casamento, resolvemos colocar toldos, por medo da chuva, mas fez um dia lindo (foi bom, também, pois os convidados ficaram muito mais confortáveis almoçando na sombra), e acabei contratando o serviço de maquiagem e cabelo que me acompanhou no evento. Como era dia, calor etc, achei melhor ter uma profissional lá para retoque (meu medo era sair toda descabelada nas fotos depois de tanto investimento). Ganhamos o bolo de minha irmã, que era madrinha, meu pai deu uma ajuda nas bebidas e uma grande amiga produtora nos ajudou com o som da banda. Fora isso, todos os custos foram dentro do que havíamos programado.

No final, saiu um casamento nada tradicional, extremamente colorido, com uma energia inigualável, como precisávamos. E mais ainda, com um orçamento enxuto, como queríamos. Pensamos em cada detalhe para ser bonito e inesquecível para todos nós. E, quando vejo as fotos, tenho certeza que foi.”

Beijos!

Casamento real e econômico | Thaiane e Bernardo

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Fornecedores

Local: Casa de Stella | Fotos: Sidney Haack | Buffet: Mariah Produção e Eventos | Móveis: Suporte Eventos | Maquiagem e cabelo: Regi Pereira (Maison da Beleza) | Cerimonialista: Raquel Barbieri | Som: Júnior Santti

Sobre o Autor

Equipe CSG

Rede Casando sem Grana

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