31 ago

Los cabrones y la plata: Planeje seu casamento, mas não se irrite com ele

Por : admin | Em : COLUNISTAS, Felipe, PLANEJAMENTO, Por onde começar?

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Se você, caro cabron, está preparando seu casamento, sabe muito bem que essa não é uma tarefa fácil. São muitos detalhes a serem pensados e decididos. São tantos que a gente fica zonzo, neurótico ou estressado. Mas será que existe alguma forma de atenuar toda essa pressão de que dê tudo certo?

Pro seu alívio, sim, há algumas estratégias pra deixar o clima mais leve. A principal delas (muito recomendada aos casais que estão no início dos preparativos) é a realização de um planejamento bacana. O planejamento não é a garantia de que tudo ocorrerá do modo como vocês imaginam, mas aumenta as chances de o sonho de vocês se tornar realidade. Sim, como um bróder, eu devo ser sincero: planejar dá trabalho. E às vezes é um saco. Mas ajuda.

O objetivo do planejamento é tentar, de um jeito organizado, conciliar seus desejos com as possibilidades reais. Sonhar com aquele DJ mega badalado da cidade e contar com um orçamento pra lá de apertado pode ser uma soma cujo resultado é negativo. Porém, é preciso destacar que planejar não envolve apenas cifrões, mas também decisões de outras naturezas – reserva da igreja, do salão , escolha dos padrinhos, local e horário da cerimônia etc.

Portanto, partindo pro lado mais prático, o planejamento é uma mão na roda. É uma espécie de bússola. Mas como fazer um planejamento? Ora, caro Watson, depende do que você pretende fazer no seu casamento. Vai ter festão? Um coquetel? Uma viagem? A partir dessa definição, o resto se desenrola. Fora isso, ainda entram no planejamento os gastos com a casa e a lua-de-mel. O ideal é que cada detalhe entre no seu plano quase infalível, indo das flores da decoração ao sofá da casa.

Ok, você pode gritar agora. Ou arrancar os cabelos. Ou devorar suas unhas. Eu disse lá no início, preparar um casamento não é tarefa fácil. Mas se você se organizar, pode ficar mais fácil. Você pode criar um fichário (a Carol já explicou aqui no Casando Sem Grana como fazer um), comprar uma agenda dos noivos que são vendidos nas livrarias ou simplesmente criar uma pasta no seu computador com planilhas, fotos, músicas… Além disso, hoje existem softwares e aplicativos que podem te ajudar nessa organização (o próprio Google tem um site que reúne ferramentas úteis pro seu casório).

Mas atenção, macacada: não vale a pena ficar escravo do planejamento. Planejar é tentar bancar o Herculano Quintanilha e prever o futuro. Obviamente, sem dons sobrenaturais, você vai errar. E isso faz parte. O que tô tentando dizer é que seu planejamento não será cumprido à risca. Surgirão imprevistos, vocês mudarão de ideia, gastos novos vão entrar na planilha, outros vão sair. Se a cada mudança você esquentar o cerebelo, se estressando porque não tá saindo como você queria, até o fim do casamento você servirá almôndegas para os convidados.

Eu mesmo, junto com minha noiva, não fizemos um mega planejamento. Criamos algumas planilhas pra nos guiarem, mas afirmo com total certeza de que elas realmente são apenas um guia. Muitas coisas que estavam escritas foram deletadas, outras incluídas. E tentamos levar isso numa boa. Penso que as pessoas que mais devem se divertir num casamento são os noivos. A celebração é deles e para eles. Então não vou ficar me matando pra sair tudo perfeitinho. Eu e minha noiva não somos…

E aí, agora falta menos de um mês pra acontecer minha noite (quase?) perfeita. O que isso significa? C-O-R-R-E-R-I-A-! Faltam horas no meu dia, mas tô levando, aos trancos e barrancos. E pra eu conseguir dar uns suspiros mais profundos, esse é meu último post aqui no Casando Sem Grana. Meu último post como solteiro, veja bem. Volto no início de outubro, logo depois da lua-de-mel. E sim, curiosos, contarei (quase!) tudo pra vocês.

Hasta!

O Noivo

17 ago

Los cabrones y la plata: Presente é bom e eu quero!

Por : admin | Em : Felipe, Listas

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11

Vamos começar o papo de hoje voltando no tempo, ok? Você tem 7 anos e tá eufórico pelo seu aniversário. Você tá louco pra ganhar um boneco do Comandos em Ação ou aquela boneca que fica com sarampo, própria pra uma brincadeira saudável entre as crianças. Chegou o dia: bolo, brigadeiro, guaraná, parabéns e… presentes! Você vai abrindo os embrulhos e jogando os papéis debaixo da cama (superstição pra ganhar mais presentes). Abriu todos os pacotes e seu objeto de desejo não veio. Mas em compensação você ganhou um monte de pijamas, quase um pra cada dia do ano, olha, que legal!

Desculpe se esse parágrafo te fez chorar ou trouxe à tona um trauma já superado. Mas você conseguiu lembrar o sentimento de decepção? Ruim, né? Pois se você, agora grande, aprendeu a lição, não vai querer repetir esse episódio. E como prevenir essa situação? Lista de presentes!

Eu sei, caro leitor, esse é um tema polêmico. Muita gente é favorável, mas uma renca também é contrária. Enquanto uns a consideram prática, outros a interpretam como deselegância. O fato é que a lista de casamento tornou-se um recurso cada vez mais utilizado pelos noivos. Alguns enviam junto ao convite um “bilhete” dizendo em que loja tá a bendita lista. Se você não se sente à vontade com essa opção, pode deixar os links ou nomes das lojas no site do seu casório. Ainda se sente desconfortável? Avise seus pais, padrinhos e amigos próximos, caso alguém pergunte a eles sobre a existência da lista. Você vai perceber que os próprios convidados vão correr atrás da lista, afinal, todo mundo quer acertar na escolha do presente.

Mas como formular a lista? Você pode estar casando sem grana, mas já se perguntou como anda a bufunfa dos seus convidados? Eles estão treinando nado costas em meio a moedas de ouro (como fazia o Tio Patinhas) ou quebrando um cofre todo mês pra pagar as contas? Se o seu caso for esse último, vamos a algumas dicas supimpas:

1. Grana é igual à bunda, cada um tem a sua: escolha presentes com uma boa variação de preços. Você provavelmente tem convidados que podem te dar uma xícara de R$ 4,99 e outros que tem condições pra te presentear com um aparelho de jantar de R$ 299,00. Seja justo e simpático na sua lista. Viva a diversidade, cumpadi!

2. À moda antiga: há uma porrada de lojas virtuais por aí e, pro meu espanto, muitas lojas físicas só oferecem a possibilidade de lista de casamento pela internet. E como ficam seus convidados que não tem acesso à internet ou que não sabem lidar com ela? O ideal é que você mescle as opções: faça lista virtual e outra presencial. Assim, dificuldade de encontrar a lista não pode ser utilizada como desculpa pra falta de presente (#mercenáriomodeon).

3. Primeiro, as primeiras coisas: na hora de escolher os itens da lista, ponha a cabeça no lugar. Escolha os presentes que você realmente quer ganhar. Achou aquele vaso enorme bege-diarreia bonitinho, mas não sabe onde vai colocá-lo? Esqueça-o. Você corre o risco de receber esse objeto super útil e bonito e ficar sem aquele jogo de cama bacanudo. Ok, eu sei que existe a opção de troca, mas pra que complicar, minha gente?

Além disso, hoje há outras opções de listas. Você pode ser presenteado com cotas para a lua-de-mel ou ainda fazer uma vaquinha pra te ajudar (eu, aliás, fiz a minha). Certamente, seus convidados querem te ajudar a embarcar no casamento numa boa. Mas cabrones y chicas, tenham sempre em mente o mais importante dessa história toda: o lance da lista é facilitar a vida de todo mundo, não complicar.

Hakuna matata pra vocês!

10 ago

Los cabrones y la plata: Pra fazer diferente, botar chapa quente

Por : admin | Em : COLUNISTAS, Felipe, Pra dançar

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10

Fala galera! Beleza?

Muita gente diz que todo casamento é igual: chororô, beijo, o “sim”, a solteirona desesperada pra pegar o buquê, o bebum que faz vergonha… Você concorda? Acho que não. Os casamentos são diferentes porque os noivos e suas histórias são únicas. E aí se você analisar os casórios que já viu, presencial ou virtualmente, vai perceber que as músicas costumam não variar muito. Nada contra a Ave Maria ou a Marcha Nupcial, acho tradicional e bacana também. Mas por que não inovar?

Ok, eu sei que algumas igrejas (caso você tenha uma cerimônia religiosa) não permitem músicas que não sejam sacras. Aí tá certo, o leque de opções já reduz um pouco, mas ainda dá pra variar um pouco: cantores católicos e protestantes tão bombando por aí (tem propaganda na TV o tempo todo). Você é de outra religião? Certamente conhece canções da sua crença que se encaixam perfeitamente na cerimônia.

Mas vamos supor que você tem total liberdade na escolha das músicas. Penso que o passo inicial é optar por canções que tem a ver com os noivos ou com a história do casal. Bom senso também é fundamental:  um funk como Tem que ter uma amante não cabe em nenhum momento de um casamento (nem da vida, né, rapaz). Melhor do que eu, vocês sabem quais músicas podem funcionar bem no seu casório, mas peço licença pra dar meus pitacos, já que sou doido por música. Antes, cabe destacar: a ideia desse post partiu da Sammia que sugeriu que eu explorasse canções diferentes e alegres. Portanto, não esperem nada mela-cueca aqui, ok?

Pra jogar o buquê/bola: As garotas podem optar pela já tradicional “Single ladies (Put a ring on it), da Beyoncé, música própria pras solteiras. Aliás, a cantora feminista até o último fio de peruca, lançou recentemente outro hino pras mulheres: Run the world (Girls), afirmando que quem manda nessa p*rra são as garotas. Pra rapaziada, sugiro Festa no apê, do Latino, e Sou praieiro, do Jammil e Uma Noites (aquela do “sou praieiro, sou guerreiro, tô solteiro, quero mais o que?”). Apropriado, né?

Pra entrada das crianças: Nada de Lua de Cristal ou Ilariê. Se quer realmente inovar, manda uma música da Lady Gaga (já viu como a criançada adora a mulher, já que eles vivem no mesmo mundo de faz de conta?). Lady Gaga é muito pra você? Opte por músicas de filmes infantis. Eu sugiro “Hakuna matata” do Rei Leão e “Amigo, estou aqui” do Toy Story. Você ainda pode optar por músicas da Adriana Partimpim (disfarce da Calcanhotto), do CD infantil da Ivete Sangalo com Saulo Fernandes ou ainda por “Somewhere over the rainbow”, d’O Mágico de Oz.

Pra entrada na igreja: Na boa, não me sinto muito à vontade pra indicar músicas pra esse momento. Acho tão especial e pessoal, mas tanto, que ainda nem escolhi a minha canção. Mas você escolher alguma dos Beatles, da Joss Stone, da Marisa Monte, do Roberto Carlos, do Tim Maia…

Pra primeira dança como casados: Acho que essa é a parte que permite maior liberdade. Dá pra escolher qualquer música! O que muitos casais fazem é começar com uma música bem lenta e romântica e, de repente, colocarem algo mais animado. Fica maneiro!

Tá numa pegada retrô?You are the  one that I want da trilha sonora de Grease. Solte o John Travolta que existe em você.

Discoteca? “Le freak” e “Good times”, de Chic. A tia Berenice vai até relembrar os passos clássicos da disco.

Anos 80? Caia dentro de “Billie Jean, do Michael Jackson. Você ainda pode desenvolver uma coreografia engraçada com “Footlose”, de Kenny Loggins, ou com “U can’t touch this”, do MC Hammer.

R&B? Mais uma vez, coloco Beyoncé no post, agora em parceria com o marido Jay-Z na música “Crazy in love”.

Baladeiros, fãs de música eletrônica? “The time, dos Black Eyed Peas, ou Moves like Jagger,do Marron 5 com a Christina Aguilera. A galera vai curtir e dançar juntos.

Funk? “Só love” e “Nosso sonho”, ambas do Claudinho e Buchecha. As purpurinadas vão suspirar.

Samba? Sugiro “Interessa”, da Roberta Sá, e “Água da minha sede”, famosa na voz de Zeca Pagodinho. Sinta o batuque e se deixe levar pelo samba.

Rock? Pra dançar mesmo, só consigo pensar em “Rock’n roll all night”, do Kiss. Não consigo pensar em outras músicas. Pra mim, a música é um convite pra festejar.

Pro vídeo: A maioria dos vídeos de casamento são embalados por músicas indie-rock. Se quiser dicas nesse estilo, veja um post que fiz sobre isso lá no NIC. Mas se você não quiser um indie, sugiro uma música que te emocione, seja ela em que ritmo for.

Música é essencial na vida, em qualquer momento (pelo menos pra mim). Então, rapazes e moçoilas, pensem bem nas escolhas musicais de vocês. Certamente, assim como todos os outros elementos do seu casamento, essas canções ajudaram a contar a história de vocês. Mais do que isso, a partir do enlace, elas farão parte da história de vocês.

Hasta luego!

27 jul

Los cabrones y la plata: Adiós, solteirice!

Por : admin | Em : Felipe

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Fala aí, moçadinha bacana, tudo certo? Cá estava eu pensando sobre o que poderia escrever pra coluna de hoje. O tema que eu tinha em mente, achei melhor deixar pra outra oportunidade (penso que preciso amadurecer melhor a ideia). Aí bateu um vazio existencial, o mesmo que sinto quando saio da academia urrando de fome.  Como sou muito ligado em música, apelei: vou buscar inspiração em alguma delas. Tentei não ser tendencioso e coloquei o player no modo aleatório. Descobri que o meu player é super ligado em sites de notícias porque logo de cara mandou “It’s my party”, da Amy Winehouse (aliás, originalmente a música não é dela, mas cai como uma luva – “It’s my party and I’ll cry if i want to”). Bateu deprê e pulei pra próxima. Aí veio uma das raras bate-estacas que tenho no meu computador (esse não é nem de longe um dos meus estilos favoritos). Batidão, festa, comemoração, casamento… despedida de solteiro! Pronto, agora tenho um tema.

Lá vem mais polêmica, certo? Não sei, depende do que você pensa. É certo que a tal da despedida de solteiro gera preocupação nos mais possessivos. “Será que ela vai num clube de mulheres?”. “Será que os amigos dele contrataram uma stripper?”. Será, Serafim? Apenas isso já é o suficiente pra deixar muita gente por aí vagando como um zumbi do Resident Evil madrugada afora. Fora as chances disso dar merda (já viram “Se beber, não case”, né?). Pros mais liberais, tá tranquilo, é apenas uma noite, o barraco tá liberado. E no seu caso, será que a night é free mesmo?

No meu caso, não tá. E não é só por minha noiva, mas muito por mim. Eu me despedi da solteirice quando comecei a me relacionar com ela. Às vezes penso que essa ideia de despedida de solteiro como um vale-tudo sexual parece uma “última vez”: última vez que fico com alguém que não é minha noiva, última vez que vou fazer coisas das quais ela sentiria vergonha, última vez que sairei com meus amigos pra “pegar mulher”… Pô, mas você tem vontade de fazer isso? Algo pode estar andando errado no seu relacionamento, Alazão.

Longe de mim me meter no seu relacionamento. Se vocês dois acham tudo bem dar uma variada no cardápio, ok, as duas partes estão concordando e aceitando isso. Mas se um de vocês encrenca, tenha certeza, seu bolo vai desandar e sua batata vai ferver de tão quente. Por isso,cabron, faça como o pensador de Rodin: pegue um banquinho do tio Raul Gil, sente um pouco com a Claudia e reflita sobre sua despedida. Acho válido fazer uma despedida de solteiro – eu também terei a minha. Mas o conceito é outro, eu já saí da pista pra negócio faz tempo. Vou comemorar com meus amigos uma nova etapa da minha vida, lembrando das etapas anteriores. É um ritual de passagem, todos da tribo Homo cabrones participaram disso. E não há problema, é só saber fazer.

Beba com moderação (ou não, aí é contigo), estabeleça as regras da noite com os convidados, deixe a noiva segura e se divirta. A despedida de solteiro é pra descontrair as tensões do casório, não pra criar aporrinhação. E quando for a despedida dela? Nada de ficar ligando de meia em meia hora pra ela nem ficar escondido na porta do local onde rolará a noite das moçoilas. Desencane e confie nela da mesma forma que ela acredita em você. No fim, vista sua camisa de solteiro pela última vez porque seu passe já foi comprado pelo Casados Futebol Clube.

Antes de fechar a coluna de hoje, diga aí: como foi/será a sua despedida de solteiro(a)?

Obs.: escrevi o texto como se fosse direcionado pros brothers, mas o mesmo vale pras garotas, viu, espertinhas!

Hasta luego!

O Noivo

20 jul

Los cabrones y la plata: Com que roupa eu vou?

Por : admin | Em : Felipe, Traje do Noivo

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Repetirei aqui a provável pergunta mais clássica da história do samba: com que roupa eu vou? O gênio Noel Rosa resumiu em uma indagação uma das maiores questões humanas (acho que empata com “ser ou não ser?”), principalmente da ala feminina, mesmo que seja pra ir comprar pó de café na padaria. E na hora de casar, não dá pra ser diferente, né? As mulheres perdem o sono pensando no vestido que usarão enquanto muitos homens adiam essa decisão, certos de que a escolha de seu traje é mais simples. Será mesmo?

Hoje em dia, tem roupa pra tudo que é gosto. Branco, off-white (expressão que aprendi com os comentários da última coluna), preto, cinza, terno, fraque, meio fraque, calça e blazer, bermuda e blazer e por aí vai. Mas como não errar na escolha? Penso que o primeiro ponto é escolher uma roupa com a qual você fique à vontade. Obviamente, não é pra levar tudo ao pé da letra. Isso significa que você terá que usar suas Havainas na lua-de-mel, não na igreja (pessoalmente, eu ia curtir muito casar assim…rs). Assim como todo o resto do casamento, você faz parte de um conjunto de outros elementos que devem estar minimamente em sintonia. Casamento na praia, por exemplo, não combina com o terno risca-de-giz, sacou? Então o lance é achar um meio-termo: algo que seja confortável e que combine com o clima do casório.

Ok, ok, gente (#nelsonrubensmodeon), mas isso não é o suficiente pra definir a roupa. Ainda resta uma variedade considerável de opções. Pra rolar um resumão, notem as diferenças entre as roupas abaixo, principalmente no comprimento dos blazers:



Deu pra sacar? Fraque é comprido atrás (foto 1, tipo do Pinguim, vilão do Batman), meio fraque tem comprimento menor (foto 2, mais próximo dos blazers comuns), casaca (foto 3, tipo casaco), terno comum (foto 4)e o summer (fotos 5 e 6 – noivas normalmente não curtem dividir a cor branca com ninguém nesse dia). Mais do que explicar as diferenças, vou tentar chamar a atenção para alguns detalhes do traje do noivo.


Boutonnière: Não, isso não é de comer. É só um nome sofisticado pra uma coisa simples: é a flor da lapela. Ultimamente, tem se tornado cada vez mais comum ver noivos com a flor na roupa, mas que flor escolher? Não necessariamente tem que ser uma flor igual às do buquê nem da decoração. Acho até legal que seja uma flor que o noivo (ou a noiva) goste. Porém, tem noivos usando outros objetos como boutonnière, com motivos esportivos e até de super-heróis.  Mais uma vez, o lance é escolher algo com que você se identifique.


Gravata: A maioria de nós prefere não arriscar, optando por gravata branca, cinza ou prata. Mas nada impede que você escolha uma gravata colorida. Mas todo cuidado é pouco! Nada de gravata combinando com a cor das toalhas de mesa, nem com estampa do Garfield ou qualquer outro desenho que seja chamativo demais (lembre-se: o Falcão faz sucesso justamente porque é brega). O ideal é que seja uma gravata lisa e de uma cor clara.


Abotoadura: Pessoalmente, eu não curto, mas tem muita gente que gosta. Aqui, também vale a dica do boutonnière: escolha algo com que você se identifique. Os modelos variam muito, indo dos mais tradicionais, aos modelos de super-heróis (novamente) e pen drive.


Calçados: Ultimamente, tem valido de tudo. Já disse, você já sabe, mas acho que aqui o quesito “conforto” é essencial. Imagine ficar horas com um calçado machucando seu calcanhar ou trucidando seu dedo. Nada bacana! Então opte por um calçado que te permita aproveitar seu casamento. Se for um casamento praiano, pense em sandálias de couro. Pra casamento tradicional, não há muita escolha, tem que ser um sapato bonitão. Você faz o estilo descolado? Já pensou na combinação terno e tênis? Muita gente tem usado, principalmente All-Star. Nem pense no tênis de corrida porque acredite, será uma combinação estranha.

Não sou consultor de moda nem professor (?) de etiqueta, muito menos qualquer autoridade que tem que dizer o que você deve ou não fazer. São só alguns toques. Eu mesmo ainda não escolhi meu traje de gala, apesar de já ter uma ideia do que vou querer. Por isso mesmo, caro cabron, termino esse post da mesma forma com que comecer: eu pergunto, com que roupa eu vou?

Hasta!

O Noivo

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